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Saturday, October 29, 2011

Frota de elite da Rolls-Royce desembarca no Brasil

29/10/2011 Carros do Álvaro — Rolls-Royce chega ao Brasil em busca de clientes que exigem exclusividade máxima.
Tempos atrás, ter um carro de altíssimo luxo no Brasil era tão difícil quanto ganhar na mega-sena. Ver um desses modelos a desfilar pela rua ou cintilando na vitrine de alguma concessionária era um acontecimento que merecia até reportagens em colunas sociais. Mas o crescimento da economia brasileira nos últimos anos vem mudando parte dessa história. Importadoras independentes e até as próprias marcas têm se mobilizado para buscar no Brasil esse mercado exclusivo, de pouca vendagem, mas de altíssima lucratividade. Ferrari, Lamborghini, Bentley e Aston Martin são algumas das que já buscam o espaço na garagem dos ricaços tupiniquins. Mas ainda tem gente que achava que acha que precisa – ou merece – ainda mais. Pensando nesse cliente, a Rolls-Royce chega ao Brasil. E traz consigo a fama de ser a marca de luxo mais emblemática do planeta.

No primeiro momento, a fabricante inglesa não terá concessionária em solo brasileiro. O primeiro show room só abre em março de 2012, em São Paulo, mesma data que os primeiros carros começam a ser entregues. A representação oficial fica a cargo da Via Itália, a mesma que traz os superesportivos italianos da Ferrari, Lamborghini e Maserati. Apesar do bom momento do mercado automotivo nacional, o primeiro país a receber uma loja da Rolls é o Chile, que teve uma revenda inaugurada em Santiago. As expectativas no Brasil são de vender entre 10 e 15 exemplares no primeiro ano, com chances de crescimento após isso.


Como os carros são encomendados à linha de montagem inglesa de acordo com as especificações de seus endinheirados clientes, não existirão modelos "prêt-à-porter". Os pedidos serão feitos nas lojas e a partir daí a unidade será fabricada na lendária fábrica de Goodwood, no condado de West Sussex. O processo de montagem e acabamento de cada veículo dura 450 horas e é feito à mão. Em jornadas de 8 horas de trabalho, sem contar fins de semana e feriados, são necessários 57 dias para produzir um Rolls. Não é a toa que os clientes esperam cerca de meio ano para botarem a mão nos seus brinquedos e que a marca só venda 3 mil carros por ano. Mesmo com as vendas em pequena escala, a empresa afirma que vende 45% dos carros que custam mais de 200 mil euros – cerca de R$ 500 mil – no mundo.

A Rolls-Royce vai oferecer a sua linha inteira para o Brasil. Ou seja, o modelo de entrada é o Ghost, um sedã lançado em 2009 com 5,39 metros de comprimento e absurdos 3,29 m de distância entre-eixos baseado no Série 7 da BMW – atual controladora da marca inglesa. Dentro da imensa cabine, o Ghost tem acabamento de couro de alta qualidade, madeiras nobres, alcântara, além de um arsenal tecnológico de equipamentos de última geração, com câmara de visão noturna e controle de cruzeiro adaptativo. A despeito de todo esse conteúdo, o modelo pesa simplórios 2.360 kg.


E o desempenho é dos melhores. Isso porque sob o capô de alumínio está um V12 de 6.6 litros derivado do sedã da BMW que gera 570 cv e 79,53 kgfm de torque. Isso faz o Ghost acelerar de zero a 100 km/h em assustadores 4,7 segundos – os mesmos de um Chevrolet Camaro – e ter velocidade máxima de 250 km/h.

Para levar para casa o mais barato dos Rolls-Royce será preciso desembolsar algo entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, dependendo do conteúdo escolhido. Pode parecer muito – e é –, mas esse "baby Rolls" foi o responsável por um crescimento de 171% nas vendas da marca desde o seu lançamento.

O resto da gama da fabricante é composta por três configurações do topo de linha Phantom, o "nec plus ultra" do que a Rolls-Royce entende como carro. Ele foi o modelo que marcou a nova era da marca, em 2003, sendo o primeiro lançamento depois da sua compra pela BMW. Na versão sedã, ele tem 5,83 metros de comprimento e 3,57 metros de entre-eixos e um interior com muito requinte. Alguns dos itens na cabine são puro charme, como o guarda-chuvas exclusivo que fica encaixado na porta e, no lugar do conta-giros, um mostrador que exibe a reserva de força que o motor dispõe. Por ser um projeto mais antigo, o Phantom é menos ágil que o Ghost. Mas nem por isso deixa de ter um desempenho impressionante para um carro de duas toneladas e meia. Zero a 100 km/h em 5,7 segundos e 240 km/h de velocidade máxima. Uma cortesia do V12 de 6,75 litros, que gera 460 cv e 73,41 kgfm de torque. De acordo com a marca, o preço é cerca de 40% mais alto do que o do Ghost. Ou seja, fica entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões..

O Phantom ainda pode ser escolhido nas configurações cupê e conversível. Esse último, lançado em 2007, tem teto de tecido – cashmere – e acabamento na parte externa em teca, mesma madeira usada em barcos e iates, em cujo design se inspirou. É o aristocrático charme inglês em sua melhor forma.

Fonte disponível no(a): MotorDream.uol.com.br

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