10/11/2011 Carros do Álvaro — Confusão sobre IPI acabou prejudicando desempenho do setor.
Hyundai Sonata (foto ilustrativa)
O cenário não é positivo para o mercado de importados. O volume de emplacamentos em outubro caiu 41,2% comparado com o resultado do nono mês, aponta o balanço divulgado na quarta-feira (9) pela Abeiva - Associação Brasileira das Empresas importadoras de Veículos Automotores. Segundo a entidade, as 27 marcas associadas somaram 13.264 unidades emplacadas em novembro, contra os 22.569 veículos registrados em outubro. A associação ressalta ainda que apenas duas marcas filiadas apresentados resultados positivos no mês de outubro.
O presidente da Abeiva José Luiz Gandini, explica que a alteração no IPI de importados fez, em um primeiro momento, os consumidores correrem às lojas, porém no início de outubro houve uma retração nas vendas. O executivo completa dizendo que a suspensão do aumento do IPI para importados por parte do Supremo Tribunal Federal só aconteceu 45 dias após o anúncio do aumento, o que impactou na programação das marcas. “O ciclo de importação – pedido, confirmação do pedido, produção e período de transporte – é de no mínimo 90 dias. Assim, mesmo com a suspensão do IPI no dia 20 de outubro, o setor ficou impossibilitado de trazer mais unidades para o País, já que os próximos pedidos passam a desembarcar somente na segunda quinzena de janeiro de 2012. Ou seja, já estarão em vigor as novas alíquotas do IPI”, explica Gandini.
Importados devem somar 200 mil unidades até final do ano
Para Gandini a expectativa é que as vendas em novembro e dezembro retomem a média mensal de 2011. “Devemos alcançar, nos últimos dois meses do ano, um total de 35 mil unidades. Com isso, chegaremos a 200 mil unidades emplacadas no ano”, prevê.
Na opinião do presidente da Abeiva os próximos quatorze meses serão difíceis para todas as marcas associadas à entidade. “Mas, cada qual à sua maneira, as filiadas vão permanecer ativas no mercado brasileiro. Vamos tentar majorar nossos preços com o menor porcentual possível, já pensando em 2013”, enfatiza Gandini.
A partir de agora, a Abeiva passa a se preocupar agora com os rumores do mercado automotivo brasileiro de que o Decreto 7.567 pode se estender até 2016. “Espero que não mudem as regras do jogo ao final de 2012, prazo de validade do Decreto 7.567. Mas, as próprias manifestações do ministro Guido Mantega, de ampliar ainda mais os índices de nacionalização e de localização regional, superior a 65%, sinalizam endurecimento ao setor de importação”, comenta Gandini.
Fonte disponível no(a): Carsale.uol.com.br

O cenário não é positivo para o mercado de importados. O volume de emplacamentos em outubro caiu 41,2% comparado com o resultado do nono mês, aponta o balanço divulgado na quarta-feira (9) pela Abeiva - Associação Brasileira das Empresas importadoras de Veículos Automotores. Segundo a entidade, as 27 marcas associadas somaram 13.264 unidades emplacadas em novembro, contra os 22.569 veículos registrados em outubro. A associação ressalta ainda que apenas duas marcas filiadas apresentados resultados positivos no mês de outubro.
O presidente da Abeiva José Luiz Gandini, explica que a alteração no IPI de importados fez, em um primeiro momento, os consumidores correrem às lojas, porém no início de outubro houve uma retração nas vendas. O executivo completa dizendo que a suspensão do aumento do IPI para importados por parte do Supremo Tribunal Federal só aconteceu 45 dias após o anúncio do aumento, o que impactou na programação das marcas. “O ciclo de importação – pedido, confirmação do pedido, produção e período de transporte – é de no mínimo 90 dias. Assim, mesmo com a suspensão do IPI no dia 20 de outubro, o setor ficou impossibilitado de trazer mais unidades para o País, já que os próximos pedidos passam a desembarcar somente na segunda quinzena de janeiro de 2012. Ou seja, já estarão em vigor as novas alíquotas do IPI”, explica Gandini.
Importados devem somar 200 mil unidades até final do ano
Para Gandini a expectativa é que as vendas em novembro e dezembro retomem a média mensal de 2011. “Devemos alcançar, nos últimos dois meses do ano, um total de 35 mil unidades. Com isso, chegaremos a 200 mil unidades emplacadas no ano”, prevê.
Na opinião do presidente da Abeiva os próximos quatorze meses serão difíceis para todas as marcas associadas à entidade. “Mas, cada qual à sua maneira, as filiadas vão permanecer ativas no mercado brasileiro. Vamos tentar majorar nossos preços com o menor porcentual possível, já pensando em 2013”, enfatiza Gandini.
A partir de agora, a Abeiva passa a se preocupar agora com os rumores do mercado automotivo brasileiro de que o Decreto 7.567 pode se estender até 2016. “Espero que não mudem as regras do jogo ao final de 2012, prazo de validade do Decreto 7.567. Mas, as próprias manifestações do ministro Guido Mantega, de ampliar ainda mais os índices de nacionalização e de localização regional, superior a 65%, sinalizam endurecimento ao setor de importação”, comenta Gandini.
Fonte disponível no(a): Carsale.uol.com.br
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